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FIT tira o teatro dos palcos e transforma Rio Preto em cenário

  • há 18 horas
  • 2 min de leitura
Festival ocupa praças, parques, bairros e espaços alternativos e mobiliza equipes técnicas para adaptar espetáculos profissionais à paisagem urbana
Festival ocupa praças, parques, bairros e espaços alternativos e mobiliza equipes técnicas para adaptar espetáculos profissionais à paisagem urbana

Durante dez dias, o teatro vai escapar dos palcos tradicionais para ocupar ruas, praças, parques e diferentes regiões de Rio Preto. Entre 16 e 25 de julho, o Festival Internacional de Teatro (FIT) transforma a cidade em cenário e aproxima espetáculos nacionais e internacionais do cotidiano da população.


A ocupação urbana é uma das marcas do festival. Na edição de 2026, a programação passa pelos teatros municipais Humberto Sinibaldi Neto, Paulo Moura e Nelson Castro, mas avança também sobre parques, centros culturais, espaços comunitários e áreas abertas.


Praças como Rui Barbosa e Dom José Marcondes entram no mapa do FIT. O festival também chega aos distritos de Engenheiro Schmitt e Talhado, à Favela Marte e aos núcleos Santa Catarina, Vila Azul, Alvorada e Santa Clara.


Levar uma produção profissional para fora de um teatro, porém, exige mais do que escolher um endereço e montar o cenário.


Antes das apresentações, equipes percorrem os locais para avaliar fornecimento de energia, estrutura, acessibilidade, montagem dos espetáculos e circulação do público. Cada espaço precisa dialogar com as necessidades técnicas e com a proposta artística das companhias.


“Primeiro, antes mesmo de visitar os espaços, a primeira informação que recebemos da curadoria são os espetáculos. Depois, vamos definindo ou até realocando cada montagem conforme as necessidades de cada espetáculo e do espaço onde ele será apresentado”, afirma Xico Mendes, um dos coordenadores técnicos do FIT.


O desafio é adaptar a cidade ao teatro sem descaracterizar as produções. Ruas, praças e áreas externas ganham temporariamente estruturas e condições para receber artistas e espectadores.


Para Luis Fernando, também coordenador técnico do festival, esse trabalho é um dos diferenciais históricos do FIT.


“Diferentemente de outros grandes eventos realizados na cidade, a coordenação técnica do FIT tem como prioridade viabilizar a visão conceitual de cada edição do festival. Esse compromisso sempre foi um dos grandes diferenciais do evento, consolidando-o como uma referência no cenário artístico e cultural brasileiro”, afirma.


Teatro fora do centro


Espalhar a programação por diferentes regiões também amplia o alcance do festival. Ao chegar a bairros, distritos e espaços comunitários, o FIT busca encontrar espectadores que nem sempre frequentam os equipamentos culturais tradicionais.


A acessibilidade faz parte desse processo. As equipes responsáveis percorrem os locais para identificar barreiras e planejar rotas acessíveis, áreas destinadas às pessoas com deficiência e seus acompanhantes e recursos de comunicação.


“Trabalhamos em diálogo com a organização do festival para garantir rotas acessíveis, áreas reservadas para o público com deficiência e seus acompanhantes, além de recursos de comunicação acessível”, afirma Milena Bertoni, coordenadora de acessibilidade do FIT.


Realizado pela Prefeitura de Rio Preto em parceria com o Sesc São Paulo, o FIT acontece entre 16 e 25 de julho. Com 57 anos de história e 24 edições internacionais, o festival reúne companhias brasileiras e estrangeiras em uma programação gratuita de espetáculos, atividades formativas e ações de intercâmbio cultural.


Por dez dias, o endereço do teatro deixa de ser apenas a sala de espetáculos. No FIT, a própria cidade assume o papel de palco.


Foto: Léo Pinheiro

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