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Outono aumenta casos de doenças respiratórias e exige atenção com sintomas

  • 26 de mar.
  • 2 min de leitura
Clima seco e variações de temperatura favorecem gripe, rinite e sinusite, segundo especialistas
Clima seco e variações de temperatura favorecem gripe, rinite e sinusite, segundo especialistas

A chegada do outono eleva o risco de doenças respiratórias e exige atenção redobrada da população. A combinação de clima seco, variações de temperatura e maior permanência em ambientes fechados favorece a circulação de vírus e bactérias, aumentando os casos de gripe, resfriado, rinite alérgica e sinusite.


Segundo especialistas, a queda na umidade do ar impacta diretamente as vias respiratórias. “As mucosas do nariz e da garganta funcionam como uma barreira de proteção. Quando ficam ressecadas, tornam-se mais vulneráveis à entrada de vírus e bactérias”, explica o otorrinolaringologista Rael Lucas Matimoto.


Além das infecções virais, o período também registra aumento de quadros como otite, bronquite e até pneumonia, principalmente em pessoas com imunidade mais baixa ou doenças pré-existentes.


Crianças e idosos são mais vulneráveis


De acordo com o médico Adriano Reis, crianças e idosos estão entre os grupos mais afetados. Enquanto os pequenos ainda estão com o sistema imunológico em desenvolvimento, os idosos podem apresentar redução natural da imunidade e maior presença de doenças crônicas.


“Nesses grupos, os sintomas podem evoluir mais rapidamente. Por isso, sinais persistentes devem ser avaliados por um médico”, afirma.


Diferença entre gripe, resfriado e sinusite


Os sintomas das doenças respiratórias podem ser semelhantes, mas apresentam diferenças importantes.


O resfriado costuma surgir de forma gradual, com coriza, espirros e congestão leve. Já a gripe aparece de forma mais intensa, com febre alta, dor no corpo e cansaço.


A rinite alérgica provoca espirros frequentes, coceira no nariz e secreção clara, sem febre. Já a sinusite pode causar dor na face, secreção espessa e congestão persistente.


“Quando os sintomas duram mais de uma semana ou pioram após uma melhora inicial, é importante procurar atendimento”, orienta o médico Maury de Oliveira Faria Jr..


Cuidados ajudam a prevenir


Medidas simples podem reduzir o risco de infecções no período. Entre elas estão a hidratação frequente, a higienização das mãos e a ventilação de ambientes.


A lavagem nasal com solução salina também é recomendada para manter as mucosas hidratadas e protegidas. “É uma prática simples que ajuda a remover impurezas e microrganismos”, explica o médico Rubens Huber.


Outra orientação é manter a vacinação contra a gripe em dia, especialmente entre crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas.

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