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Relato de ator sobre perda auditiva acende alerta para diagnóstico precoce

  • há 19 horas
  • 2 min de leitura

O relato do ator Pedro Neschling sobre sua experiência com a perda auditiva trouxe à tona um problema que afeta milhões de brasileiros e, muitas vezes, demora a ser identificado. Filho do maestro John Neschling e da atriz Lucélia Santos, o ator revelou que conviveu durante anos com dificuldades para ouvir sem receber a orientação adequada para o tratamento.


Em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, e também em suas redes sociais, Pedro contou que desenvolveu mecanismos para se adaptar à perda auditiva, o que fez com que o problema fosse subestimado durante muito tempo. Apenas aos 30 anos, após buscar uma nova avaliação médica, passou a utilizar aparelho auditivo e percebeu uma mudança significativa na qualidade de vida.


Segundo ele, atividades simples do cotidiano, como participar de conversas e frequentar ambientes movimentados, deixaram de exigir esforço constante. O ator também destacou a importância de falar abertamente sobre o tema para ajudar outras pessoas a buscarem diagnóstico e tratamento.


Para o otorrinolaringologista Adriano Reis, da Otorrino Rio Preto, o caso chama atenção para uma situação comum nos consultórios.


“Muitas pessoas acreditam que conseguem conviver normalmente com uma perda auditiva porque aprenderam a se adaptar. Mas essa adaptação costuma gerar desgaste mental, dificuldades na comunicação e impactos na vida social e profissional”, explica.


De acordo com o especialista, mesmo perdas auditivas consideradas leves precisam ser acompanhadas por um médico para que a melhor conduta seja definida.


“Não é porque a pessoa ainda consegue ouvir com alguma dificuldade que a situação deve ser considerada normal. Toda perda auditiva merece investigação e acompanhamento”, afirma.


O médico destaca ainda que o uso de aparelhos auditivos evoluiu significativamente nos últimos anos, com dispositivos cada vez mais discretos e eficientes, proporcionando ganhos importantes na comunicação e no bem-estar dos pacientes.


Entre os sinais de alerta estão a necessidade frequente de pedir para repetir informações, aumentar excessivamente o volume da televisão e a dificuldade para compreender conversas em locais com muito ruído.


Segundo Adriano Reis, quanto mais cedo a perda auditiva for identificada, maiores são as chances de minimizar impactos emocionais, sociais e cognitivos, preservando a qualidade de vida e a autonomia dos pacientes.

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