Rinite alérgica avança e é confundida com gripe e resfriado
- há 5 horas
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Espirros em sequência, nariz entupido, coriza e coceira no rosto fazem parte da rotina de milhões de brasileiros, mas nem sempre esses sinais indicam gripe ou resfriado. Em muitos casos, o diagnóstico é rinite alérgica, uma condição inflamatória crônica que ainda gera dúvidas e pode levar a tratamentos inadequados.
A doença ocorre por uma reação exagerada do sistema imunológico a partículas inaladas, como poeira, ácaros, pelos de animais e pólen. Diferentemente das infecções virais, a rinite não é contagiosa e tende a acompanhar o paciente por longos períodos, com fases de melhora e piora ao longo do ano.
Segundo o otorrinolaringologista Maury de Oliveira Faria Jr, da Clínica Otorrino Rio Preto, o organismo reage a substâncias que não representam risco real, mas são interpretadas como ameaça, provocando inflamação contínua nas vias nasais.
Os sintomas mais comuns incluem espirros repetidos, coceira no nariz, nos olhos e na garganta, além de coriza clara e sensação de obstrução nasal. Já o resfriado costuma apresentar sinais mais leves e passageiros, enquanto a gripe provoca febre alta, dores no corpo e cansaço intenso.
A confusão entre os diagnósticos se intensifica no outono. O clima mais seco, a menor ventilação dos ambientes e o acúmulo de poeira e ácaros, comuns em cobertores e roupas guardadas, favorecem o agravamento da rinite.
De acordo com o médico Rubens Huber, o período aumenta a permanência em locais fechados, elevando a exposição aos agentes alérgenos. “Isso explica por que muitos pacientes relatam piora dos sintomas nessa época”, afirma.
Apesar de muitas vezes subestimada, a rinite pode impactar diretamente a qualidade de vida, com prejuízos no sono, dificuldade de concentração e queda no rendimento diário, especialmente entre crianças e pessoas com histórico de alergias ou doenças respiratórias.
O diagnóstico é clínico e pode ser complementado por exames. Embora não tenha cura definitiva, a doença pode ser controlada com tratamento adequado. Entre as opções estão antialérgicos, corticoides nasais, lavagem nasal com solução salina e, em alguns casos, imunoterapia.
Os especialistas também alertam para os riscos da automedicação, principalmente com descongestionantes nasais, que podem causar efeitos adversos quando usados de forma prolongada.
Medidas simples ajudam na prevenção, como manter os ambientes limpos e ventilados, higienizar roupas de cama com frequência e reduzir o acúmulo de poeira. O uso de capas antiácaros também pode contribuir para o controle dos sintomas.
Para os médicos, informação e acompanhamento são essenciais. “A rinite não tem cura, mas tem controle. O importante é reconhecer os sinais e buscar orientação especializada”, conclui Rubens Huber.











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