Servidores da USP encerram greve após acordo com reitoria; estudantes mantêm paralisação
- 25 de abr.
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Universidade promete isonomia em gratificações e avanços em demandas administrativas, enquanto alunos seguem mobilizados por bolsas, moradia e infraestrutura
Os servidores técnicos e administrativos da Universidade de São Paulo (USP) decidiram encerrar a greve iniciada há dez dias após acordo firmado entre a reitoria e o Sindicato dos Trabalhadores da USP. A paralisação começou no último dia 14, com a principal reivindicação de equiparação nas gratificações concedidas a docentes.
Pelo acordo, a universidade se comprometeu a igualar o volume de recursos destinados às gratificações entre as categorias. A implementação, no entanto, ainda depende do envio de uma proposta estruturada para análise dos órgãos técnicos internos, o que significa que não há, até o momento, uma data definida para o início dos pagamentos.
Outro ponto contemplado nas negociações foi a formalização do abono das horas não trabalhadas em períodos de “pontes” de feriados e recesso de fim de ano — uma demanda antiga dos servidores administrativos. A medida deve trazer maior previsibilidade na compensação de jornadas e evitar descontos futuros.
As discussões também avançaram em relação aos trabalhadores terceirizados que atuam nos campi da universidade. A reitoria assumiu o compromisso de buscar soluções que garantam condições de deslocamento semelhantes às dos servidores efetivos, incluindo a possibilidade de gratuidade no transporte interno.
Greve estudantil continua
Apesar do fim da paralisação dos servidores, os estudantes da Universidade de São Paulo seguem em greve. O movimento, iniciado em 16 de abril, mantém pressão sobre a administração universitária em torno de pautas como cortes em programas de bolsas, déficit de vagas na moradia estudantil e problemas recorrentes no abastecimento de água em unidades.
Após reunião com a reitoria, ficou definida a realização de uma mesa de negociação na próxima terça-feira (28), quando novas propostas devem ser apresentadas.
Como gesto inicial, a universidade anunciou a revogação de uma portaria que restringia o uso de espaços cedidos aos centros acadêmicos, proibindo atividades comerciais e sublocações. A medida havia sido um dos principais gatilhos para a mobilização estudantil recente.
A continuidade da paralisação indica que, mesmo com avanços no diálogo com os servidores, a Universidade de São Paulo ainda enfrenta um cenário de tensão interna, com diferentes segmentos da comunidade acadêmica pressionando por mudanças estruturais e melhores condições de permanência estudantil.











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