top of page

Super El Niño pode provocar até 13,3 mil mortes no Brasil, aponta estudo

há 11 minutos
2 min de leitura
País deve ser o mais afetado da América Latina; período mais crítico está previsto para o verão, entre dezembro e fevereiro
País deve ser o mais afetado da América Latina; período mais crítico está previsto para o verão, entre dezembro e fevereiro

O calor extremo provocado pelo Super El Niño pode causar até 13,3 mil mortes no Brasil até fevereiro de 2027, segundo projeção do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago divulgada nesta quarta-feira (23).


A estimativa coloca o Brasil como o país da América Latina com maior impacto previsto pelo fenômeno. No cenário mundial, o estudo projeta 451 mil mortes relacionadas ao calor durante o período de ocorrência do Super El Niño.


O fenômeno, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, começou em junho de 2026. De acordo com os pesquisadores, a quantidade de dias extremamente quentes pode quase dobrar até fevereiro do próximo ano.


As temperaturas nesses períodos podem ficar pelo menos 1,2°C acima do normal em comparação com anos anteriores. A situação tende a se intensificar durante o verão.


Verão será período mais crítico no Brasil


A projeção indica que o período de maior preocupação no país será entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.


As regiões Norte e Nordeste concentram as maiores estimativas de mortalidade. O Pará aparece com aproximadamente 2,3 mil mortes projetadas, seguido pelo Maranhão, com mais de 1,3 mil. Amazonas e Bahia aparecem com cerca de 1,2 mil mortes cada.


Em números absolutos, o Brasil está entre os cinco países com maior mortalidade estimada pelo estudo, atrás de Índia, Sudão, Indonésia e Nigéria.


Os pesquisadores consideraram estudos que relacionam temperatura e mortalidade em diferentes regiões do planeta. O cálculo leva em conta fatores como características do clima local, vulnerabilidade da população e capacidade de adaptação de cada país.


Calor extremo exige preparação


Diante das projeções, especialistas defendem medidas preventivas para reduzir os impactos das temperaturas extremas, especialmente entre idosos, crianças, pessoas vulneráveis e trabalhadores expostos ao calor.


Entre as ações apontadas estão sistemas de alerta para ondas de calor, criação de pontos de hidratação e espaços de resfriamento, além do reforço da estrutura de atendimento durante situações de emergência.


No Brasil, bases da Força Nacional do Sistema Único de Saúde estão entre as estruturas previstas para atuação em emergências e desastres.


Os pesquisadores alertam ainda que as projeções poderão aumentar caso o El Niño permaneça ativo por mais tempo. O estudo também aponta o episódio atual como uma indicação de condições de calor extremo que poderão se tornar mais frequentes com o avanço das mudanças climáticas.

Comentários


Em destaque

bottom of page