Transplantes de medula óssea crescem 52,3% na Funfarme em cinco anos
- Dot Comunicação

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O crescimento está associado à ampliação da capacidade assistencial do complexo hospitalar, com o aumento do número de leitos após a inauguração de uma nova unidade, em janeiro do ano passado. A expansão permitiu reduzir a fila de espera e ampliar o atendimento a pacientes com indicação para o transplante.
Os dados são divulgados durante o Fevereiro Laranja, campanha nacional de conscientização sobre a leucemia, o diagnóstico precoce e a importância da doação de medula óssea.
Segundo o hematologista João Victor Piccolo Feliciano, chefe da Unidade de Transplante de Medula Óssea do Hospital de Base, a ampliação da estrutura teve impacto direto nos números.
“Esse aumento é reflexo do crescimento da quantidade de leitos após a inauguração da nova unidade. A repercussão agora aparece nos dados, com a possibilidade de atender mais pacientes com segurança e qualidade”, afirma.
Leucemia
De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deve registrar 11.540 novos casos de leucemia por ano no triênio 2023–2025. Do total, 6.250 casos devem ocorrer em homens e 5.290 em mulheres.
A leucemia é um tipo de câncer que afeta os glóbulos brancos e compromete o funcionamento da medula óssea, responsável pela produção das células do sangue. A doença pode atingir pessoas de todas as idades e, em muitos casos, apresenta sintomas inespecíficos, o que dificulta o diagnóstico inicial.
Entre os sinais de alerta estão cansaço excessivo, palidez, infecções frequentes, febre persistente, sangramentos ou hematomas sem causa aparente e dores ósseas. O diagnóstico precoce aumenta as chances de resposta ao tratamento.
As opções terapêuticas variam conforme o tipo e o estágio da doença e incluem quimioterapia, radioterapia, terapias-alvo e, em casos indicados, o transplante de medula óssea, considerado uma alternativa com potencial curativo para parte dos pacientes.
Doação de medula óssea
A campanha Fevereiro Laranja também chama atenção para a importância da doação de medula óssea. A chance de um paciente encontrar um doador compatível fora da família é de aproximadamente uma em 100 mil, o que torna essencial a ampliação do número de pessoas cadastradas no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).
Para se tornar doador, é necessário ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e realizar um cadastro, que inclui a coleta de uma amostra de sangue.
A diretora técnica do Hemocentro de Rio Preto, Andrea Garcia, explica que o cadastro pode ser feito de duas formas: presencialmente, em um centro habilitado, ou por meio do aplicativo do Redome, com posterior validação presencial para a coleta do sangue.
“Quando há compatibilidade, o Redome entra em contato com o doador a partir das informações fornecidas no cadastro. Por isso, é fundamental manter os dados atualizados, como telefone e endereço”, afirma.
Atualmente, o Redome reúne 5,9 milhões de doadores voluntários em todo o país e registra a inclusão de mais de 125 mil novos cadastros por ano.














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