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Consórcios movimentam R$ 331,6 bilhões e batem recorde de participantes no Brasil

há 10 minutos
2 min de leitura
Setor cresce 23% em 2026 e reúne 13,4 milhões de participantes; Rodobens, com sede em Rio Preto, destaca avanço da modalidade
Setor cresce 23% em 2026 e reúne 13,4 milhões de participantes; Rodobens, com sede em Rio Preto, destaca avanço da modalidade

O mercado brasileiro de consórcios comercializou R$ 331,6 bilhões em créditos entre janeiro e julho de 2026, crescimento de 22,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) e mostram a expansão da modalidade em um cenário de juros elevados.


Nos primeiros sete meses do ano, foram vendidas 3,31 milhões de cotas, alta de 14,9%. O número de participantes ativos chegou a 13,41 milhões, estabelecendo um novo recorde no país.


O segmento imobiliário está entre os principais responsáveis pelo crescimento. Os créditos comercializados para aquisição de imóveis alcançaram R$ 195,1 bilhões, avanço de 33,1%. Em julho, o setor reunia 3,32 milhões de participantes ativos, aumento de 35,5% em um ano.


Com sede em Rio Preto e atuação nacional, a Rodobens acompanha a expansão do mercado. Para Sebastião Cirelli, diretor de Consórcio da empresa, a modalidade permite que consumidores e empresários planejem investimentos sem comprometer imediatamente grandes quantias de recursos.


“Como não exige entrada e não tem juros de financiamento, o cliente consegue organizar a aquisição de maneira mais estruturada e com maior previsibilidade”, afirma.


Diferentemente do financiamento tradicional, o consórcio não cobra juros sobre o crédito, mas possui taxa de administração e pode incluir outros custos contratuais. A modalidade é utilizada para aquisição de imóveis, veículos, máquinas e equipamentos.


Segundo Cirelli, a gestão eficiente dos grupos é fundamental para ampliar as oportunidades de contemplação.


“Consórcio bom é consórcio que contempla. Por isso, acompanhamos de perto a saúde dos grupos e buscamos uma gestão eficiente da operação, com atenção aos volumes de contemplação e à experiência do cliente”, explica.


Apesar do crescimento, especialistas recomendam atenção às condições contratuais antes da adesão. A contemplação depende de sorteio ou lance e não possui data garantida, tornando a modalidade mais adequada para quem pode planejar a compra a médio ou longo prazo.

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