Dólar cai e se aproxima de R$ 5; Bolsa renova recorde com fluxo externo e cenário global favorável
- há 2 dias
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O dólar voltou a cair nesta sexta-feira (9) e se aproximou do patamar de R$ 5, atingindo o menor nível em mais de dois anos, em um dia marcado por maior apetite por risco no mercado global. No mesmo movimento, o Ibovespa renovou recorde histórico e ampliou a sequência de altas.
A moeda americana recuou R$ 0,052 (-1,02%), encerrando cotada a R$ 5,011. Ao longo do pregão, chegou a operar próxima de R$ 5,00. Na semana, acumulou queda de 2,9% e, no ano, desvalorização de 8,72%.
Fluxo externo e juros sustentam real
Analistas atribuem a valorização do real a uma combinação de fatores. Entre eles, o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, o desempenho das exportações de commodities e o alívio nas tensões geopolíticas, que reduzem a busca por ativos considerados mais seguros.
No cenário doméstico, a divulgação do IPCA de março, que avançou 0,88% — acima das expectativas — reforçou a percepção de manutenção de juros elevados no país, aumentando a atratividade de investimentos em reais.
Bolsa amplia sequência de altas
O Ibovespa avançou 1,12% e fechou aos 197.324 pontos, novo recorde histórico. Na máxima do dia, o índice chegou a superar os 197,5 mil pontos, aproximando-se da marca simbólica dos 200 mil.
Foi o nono pregão consecutivo de alta e o 16º fechamento recorde, consolidando uma das sequências mais positivas dos últimos anos. Na semana, o índice acumulou valorização de 4,93%.
O principal motor do movimento tem sido o fluxo de capital estrangeiro. Dados do Banco Central indicam entrada líquida de US$ 29,3 bilhões em investimentos em carteira no acumulado de 12 meses até fevereiro.
Petróleo opera estável
No mercado internacional, o petróleo apresentou leve queda, com investidores atentos às negociações diplomáticas no Oriente Médio.
O barril do tipo Brent recuou 0,75%, para US$ 95,20, enquanto o WTI caiu 1,33%, a US$ 96,57.
Apesar das oscilações, os preços seguem relativamente estáveis, refletindo a cautela do mercado diante de possíveis desdobramentos geopolíticos.











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