Mulheres são 62% da força de trabalho da Famerp
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As mulheres representam hoje 62% da força de trabalho da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp) e atuam em diferentes áreas da instituição, da docência e pesquisa científica à gestão e aos setores administrativos.
Ao todo, são 283 mulheres entre professoras, funcionárias administrativas e profissionais terceirizadas responsáveis por atividades essenciais para o funcionamento da faculdade. Entre os 246 docentes, 126 são mulheres. Já entre os 189 funcionários administrativos, 132 são mulheres. Outras 25 colaboradoras terceirizadas atuam em áreas de apoio, como limpeza e vigilância.
A presença feminina expressiva reflete uma trajetória construída ao longo de décadas dentro da instituição. Muitas dessas profissionais estão na Famerp há mais de 30 anos e acompanharam a consolidação da faculdade como uma das principais instituições de ensino e pesquisa em saúde do país.
Segundo o diretor-geral da faculdade, Helencar Ignácio, essa participação é parte da identidade da instituição. “A Famerp é construída diariamente por mulheres que pesquisam, ensinam, cuidam e lideram. São professoras, pesquisadoras, gestoras e profissionais que contribuem diretamente para a ciência, para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e para a formação de profissionais que atendem a população brasileira”, afirma.
Hoje, mulheres ocupam posições de destaque acadêmico e científico na instituição, entre elas pesquisadoras reconhecidas nacional e internacionalmente, professoras doutoras, livre-docentes e líderes de projetos científicos. Ao mesmo tempo, também estão presentes nos setores administrativos que garantem o funcionamento cotidiano da faculdade.
Trajetórias ligadas à história da instituição
Parte dessas profissionais construiu carreira dentro da própria Famerp, acompanhando diferentes fases de crescimento da faculdade.
A diretora-adjunta de Extensão, Beatriz Barco, está na instituição há 35 anos e afirma que a presença feminina pode ser percebida em todos os espaços. “Na Famerp, basta abrir uma porta para encontrar a força das mulheres”, diz.
A diretora-adjunta de Alunos, Cristina Miyazaki, também representa uma dessas trajetórias de longa duração. Psicóloga, ela está na instituição há 45 anos. “Eu cresci junto com esta instituição”, afirma.
Já a diretora-adjunta de Pesquisa, Érika Cristina Pavarino, destaca que a presença feminina na ciência ainda exige superação constante. “Para as mulheres, ocupar espaços na ciência e na liderança ainda é um grande desafio”, observa a bióloga, que atua na faculdade há 27 anos.
Maioria também entre candidatos
A presença feminina também aparece na procura pelos cursos da instituição. No Vestibular Famerp 2026, as mulheres foram maioria entre os inscritos.
No curso de Medicina, dos 13.584 candidatos, 9.448 são mulheres e 4.136 homens. Em Enfermagem, 249 dos 293 inscritos são mulheres. Já em Psicologia, 597 dos 714 candidatos também são do público feminino.
Os números acompanham uma tendência nacional de crescimento da presença feminina nas carreiras da área da saúde e da ciência.
Ações marcaram semana da mulher
Durante a semana do Dia Internacional da Mulher, a Famerp promoveu uma série de ações institucionais de reconhecimento às profissionais da faculdade.
Entre as iniciativas estiveram a publicação de depoimentos de docentes e pesquisadoras nas redes sociais da instituição e a realização de um café da manhã, na sexta-feira (6), que reuniu professoras, colaboradoras e profissionais de diferentes setores em um momento de integração.
Foto: Johnny Torres / Famerp Divulgação











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