Patrulha Maria da Penha acompanha cumprimento de medidas protetivas em Rio Preto
- há 2 dias
- 2 min de leitura

Evitar que a violência se repita e garantir segurança às vítimas. Esse é o objetivo das medidas protetivas concedidas pela Justiça, que determinam que o agressor mantenha distância da mulher após episódios de violência doméstica. Em Rio Preto, o cumprimento dessas determinações conta com o acompanhamento da Patrulha Maria da Penha, da Guarda Civil Municipal.
A equipe monitora de perto mulheres que receberam a medida judicial. As visitas são feitas regularmente para verificar se o agressor está respeitando a ordem de afastamento.
Segundo a guarda municipal Monique Fialho, que integra a patrulha, o trabalho envolve fiscalização e orientação às vítimas.
“A gente recebe essas medidas protetivas e vai aos endereços das vítimas para verificar se elas estão sendo cumpridas, se o agressor não se aproximou novamente. Se constatarmos o descumprimento, localizamos o agressor e ele é conduzido à Delegacia da Mulher”, afirma.
Criado em 2020, o serviço já atendeu mais de 7 mil mulheres em Rio Preto e realizou mais de 20 mil visitas de acompanhamento, segundo a Guarda Civil Municipal.
Além da fiscalização, os encontros também servem para atualizar informações sobre os casos. “Com base nos relatos das vítimas, elaboramos relatórios que são encaminhados ao Ministério Público para análise”, explica Monique.
Para a guarda civil Kátia Souza, um dos desafios ainda é fazer com que as vítimas procurem ajuda. Muitas demoram a denunciar por medo ou falta de informação.
“Elas têm muita dificuldade em buscar esse apoio. Falta informação e conhecimento. Nosso trabalho também é levar orientação, acolhimento e escuta”, afirma.
O guarda civil Thiago Ronda destaca que o enfrentamento da violência doméstica também depende do envolvimento dos homens.
“Enquanto homem, nessa missão de proteger as mulheres, me sinto honrado. A participação masculina nesse debate ainda não é a ideal, mas tem crescido”, diz.
Ele reconhece que, em alguns casos, a presença masculina pode gerar resistência inicial. “Às vezes encontramos alguma dificuldade para que elas se abram, mas no dia a dia vamos construindo mecanismos para quebrar essas barreiras.”
A atuação da Patrulha Maria da Penha busca garantir o cumprimento das decisões judiciais e reforça que o combate à violência contra a mulher exige mobilização permanente do poder público e da sociedade.











Comentários