Região de Rio Preto registra superávit de US$ 2,04 bilhões em 2025, com queda de 14% nas exportações
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A região de Rio Preto encerrou 2025 com superávit comercial de US$ 2,04 bilhões, segundo relatório do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), que abrange 102 municípios do Noroeste Paulista. O saldo positivo decorre de exportações de US$ 2,34 bilhões e importações de US$ 303,7 milhões no período.
Apesar do resultado superavitário, as vendas externas recuaram 14% em relação a 2024. Já as importações avançaram 1,8% no comparativo anual, sinalizando leve recomposição da demanda por insumos industriais.
A pauta exportadora permanece concentrada. Açúcares e produtos de confeitaria responderam por 56,2% do total embarcado. Carnes e miudezas comestíveis representaram 16,6%, enquanto preparações alimentícias diversas somaram 8,2%. A elevada dependência do complexo sucroenergético mantém a balança regional sensível às oscilações de preço e demanda internacional.
Nas importações, destacaram-se peixes, crustáceos e moluscos (29,9%), leite e laticínios (20,6%) e máquinas e equipamentos mecânicos (17,5%), indicando tanto consumo quanto aquisição de bens intermediários e de capital.
De acordo com a diretora-titular do Ciesp Noroeste Paulista, Aldina Clarete D’Amico, a retração das exportações pode estar associada à imposição de tarifas por parte de parceiros comerciais, à desaceleração da demanda global e a fatores cambiais e logísticos.
Os principais destinos das exportações foram China (22,1%), Índia (5,7%) e Indonésia (4,8%). No fluxo de importações, Chile (27,6%), China (24,9%) e Estados Unidos (18,4%) lideraram como fornecedores.
Para o diretor do Departamento de Comércio Exterior do Ciesp, Caubi Camargo, o superávit é relevante, mas a concentração da pauta exportadora e dos mercados compradores impõe desafios estruturais. A diversificação de produtos e destinos, segundo ele, será determinante para sustentar crescimento e reduzir vulnerabilidades diante de oscilações no comércio internacional.















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