top of page

Setembro Verde: OPO do Hospital de Base contribuiu para 206 transplantes em 2025

há 14 horas
2 min de leitura
Estrutura atua em 24 hospitais da região e acompanha todas as etapas, da identificação de potenciais doadores à captação dos órgãos
Estrutura atua em 24 hospitais da região e acompanha todas as etapas, da identificação de potenciais doadores à captação dos órgãos

A Organização de Procura de Órgãos (OPO) do Hospital de Base de Rio Preto contribuiu para a realização de 206 transplantes em 2025. A estrutura atua em parceria com 24 hospitais da região, identificando potenciais doadores, acolhendo as famílias e articulando o processo com a Central de Transplantes.


Com 20 anos de atuação, a OPO registrou índice de 75,5% de aceitação familiar no último ano. O número de doadores efetivos também cresceu 10% em relação a 2024, segundo dados divulgados pelo Hospital de Base durante a campanha Setembro Verde.


A organização também investe na capacitação das equipes de saúde. Mais de 700 profissionais de 140 municípios já receberam treinamento para reconhecer potenciais doadores, seguir os protocolos de morte encefálica e abordar as famílias de maneira adequada e acolhedora.


“A OPO tem um papel fundamental porque faz a conexão entre o potencial doador, a família, o hospital e todo o sistema de transplantes. É um trabalho que exige conhecimento técnico, agilidade, mas também muito acolhimento e respeito às famílias”, explica o nefrologista João Fernando Picollo, coordenador da OPO do Hospital de Base.


Mais de 7,6 mil transplantes


O trabalho da OPO está diretamente ligado aos serviços de transplantes do Complexo Funfarme. O Hospital de Base realiza procedimentos de rim, fígado, medula óssea e córnea e já ultrapassou a marca de 7,6 mil transplantes desde 1992.


A instituição também mantém o Centro de Manutenção de Órgãos, apontado como o primeiro do Brasil. O espaço conta com a máquina de perfusão hepática Liver Assist, que mantém o fígado em funcionamento fora do corpo e permite avaliar sua viabilidade antes do transplante.


Desde que foi implantado, o equipamento já foi utilizado em 14 transplantes de fígado, incluindo o primeiro procedimento hepático com a tecnologia realizado em um paciente do SUS.


“A máquina de perfusão permite que o fígado seja mantido em condições muito próximas às do organismo e, ao mesmo tempo, possibilita avaliar seu funcionamento antes do transplante. Com isso, conseguimos tomar uma decisão mais segura sobre a utilização do órgão e ampliar as possibilidades de transplante”, afirma o cirurgião Renato Silva, chefe da Unidade de Transplante de Fígado do HB.


Para ser doador, é preciso avisar a família


Quem deseja doar órgãos após a morte não precisa fazer cadastro ou registrar a decisão em documentos. O passo mais importante é comunicar a vontade aos familiares, responsáveis por autorizar a doação.


Quando há possibilidade de doação, uma equipe de saúde conversa com a família e explica todas as etapas do procedimento.


Durante o Setembro Verde, a OPO do Hospital de Base reforça que falar sobre o assunto ainda em vida é fundamental. Um único doador pode beneficiar várias pessoas que aguardam por um transplante.


Comentários


Em destaque

bottom of page