Visão embaçada e dormência podem indicar esclerose múltipla
- há 22 horas
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Alterações na visão, dormência, fraqueza muscular, desequilíbrio, dificuldade para caminhar e uma fadiga persistente podem ser sinais de esclerose múltipla. A doença crônica atinge principalmente adultos jovens e é mais frequente entre as mulheres.
O tema ganha destaque neste domingo (30), Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla. Segundo a médica neurorradiologista Laís Fajardo Ramin, do Ultra-X, em Rio Preto, os sintomas variam de uma pessoa para outra.
“Eles podem aparecer em surtos ou evoluir de forma gradual. Por isso, qualquer alteração persistente precisa ser investigada”, afirma.
A esclerose múltipla é a doença desmielinizante adquirida mais prevalente em adultos. Ela afeta o sistema nervoso central, formado pelo cérebro e pela medula espinhal, e ocorre quando o sistema imunológico passa a atacar a mielina, camada que reveste as fibras nervosas e permite a transmissão adequada dos impulsos elétricos.
Quando essa proteção é danificada, a comunicação entre o cérebro e as demais partes do corpo pode ser prejudicada. As manifestações dependem das regiões atingidas, o que explica a variedade de sintomas apresentados pelos pacientes.
A causa exata da doença ainda não é conhecida. De acordo com Laís, fatores genéticos e ambientais podem contribuir para seu desenvolvimento.
Ressonância auxilia no diagnóstico
A ressonância magnética está entre as principais ferramentas utilizadas no diagnóstico e no acompanhamento da esclerose múltipla. O exame permite identificar lesões características no cérebro e na medula espinhal.
“A ressonância auxilia o neurologista a confirmar o diagnóstico, avaliar a atividade da doença e acompanhar a resposta ao tratamento”, explica a médica.
Embora não tenha cura, a esclerose múltipla pode ser controlada. Os tratamentos disponíveis ajudam a reduzir a frequência dos surtos, retardar a progressão da doença e preservar a qualidade de vida.
“O diagnóstico precoce faz diferença. Com tratamento e acompanhamento contínuo, muitas pessoas conseguem manter uma vida ativa e produtiva”, afirma Laís.











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