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SUS vai oferecer novo tratamento para pacientes com leucemia mieloide aguda

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

O Ministério da Saúde anunciou a incorporação de uma nova opção terapêutica para pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A partir da publicação da Portaria nº 30/2026, nesta segunda-feira (15), o tratamento combinado com os medicamentos venetoclax e azacitidina passará a fazer parte da rede pública para pacientes adultos com leucemia mieloide aguda (LMA) recém-diagnosticada.


A nova terapia é destinada principalmente aos pacientes que, por condições clínicas, idade avançada ou outras limitações de saúde, não podem ser submetidos ao tratamento convencional baseado em quimioterapia intensiva. A expectativa do Ministério da Saúde é ampliar as possibilidades de tratamento e melhorar a qualidade de vida desse grupo de pacientes.


De acordo com a portaria, a disponibilização do tratamento deverá ocorrer em até 180 dias em todo o país, prazo previsto pela legislação que regula a incorporação de novas tecnologias ao SUS.


A decisão foi tomada após análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), órgão responsável por avaliar a eficácia, segurança e custo-benefício de medicamentos, exames e procedimentos antes de sua adoção pela rede pública. O parecer técnico que embasou a incorporação será disponibilizado para consulta pública no portal da comissão.


O que é a leucemia mieloide aguda?


A leucemia mieloide aguda é um tipo de câncer que tem origem na medula óssea, tecido responsável pela produção das células sanguíneas, como glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. A doença ocorre quando alterações genéticas fazem com que células anormais se multipliquem rapidamente, comprometendo a produção normal do sangue.


Segundo o Ministério da Saúde, a LMA é a forma mais comum de leucemia aguda em adultos e afeta principalmente pessoas idosas. Entre os sintomas mais frequentes estão cansaço excessivo, fraqueza, infecções recorrentes, febre, sangramentos e manchas roxas pelo corpo.


Por se tratar de uma doença de evolução rápida, o diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento são considerados fundamentais para aumentar as chances de controle da doença e melhorar os resultados clínicos.


Ampliação do acesso


A incorporação do venetoclax associado à azacitidina representa um avanço no acesso a tratamentos mais modernos dentro da rede pública de saúde. A medida beneficia especialmente pacientes considerados mais frágeis, que muitas vezes não conseguem tolerar os efeitos da quimioterapia intensiva tradicional.


Com a inclusão da nova terapia no SUS, o Ministério da Saúde busca ampliar as opções de cuidado oncológico e garantir maior equidade no acesso a tratamentos para pacientes com leucemia em todo o país

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