Bolsa Família terá reajuste de 15% e benefício médio chegará a R$ 777

O Bolsa Família terá reajuste de 15,04% a partir de outubro. Com a correção, o valor mínimo garantido às famílias beneficiárias passará de cerca de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio deverá subir de R$ 675 para R$ 777.
O aumento corresponde à inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.
O decreto com os novos valores foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (17) e publicado em edição extra do Diário Oficial da União. A medida entrou em vigor na data da publicação, mas terá efeitos financeiros a partir de 1º de outubro.
Além do piso do Bolsa Família, outros componentes do programa serão reajustados. O Benefício de Renda de Cidadania, pago por integrante da família, passa para R$ 164. O Benefício Primeira Infância sobe para R$ 173 e o Benefício Variável Familiar será de R$ 58.
Segundo o governo, a correção está prevista na legislação do programa e tem como objetivo preservar o poder de compra das famílias diante da inflação.
## Média sobe para R$ 777
Durante a assinatura do decreto no Palácio do Planalto, o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que o INPC acumulou alta de 15,04% no período considerado para a atualização.
Pelos cálculos apresentados pelo governo, o benefício médio pago pelo Bolsa Família passará de aproximadamente R$ 675 para R$ 777, acréscimo nominal de pouco mais de R$ 100 por família.
Os valores do atual modelo do programa não eram reajustados desde 2023.
## Governo cita segurança alimentar
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou durante a cerimônia que a recomposição pretende evitar que a inflação reduza o poder de compra das famílias de menor renda e afete a segurança alimentar.
Segundo projeções apresentadas por Durigan, os gastos com o Bolsa Família deverão representar entre 1,2% e 1,25% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027.











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