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Energia mais cara em Rio Preto após reajuste autorizado pela Aneel

  • 22 de abr.
  • 1 min de leitura

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o reajuste tarifário anual da CPFL Paulista, com efeito médio de 12,13% nas contas de energia. O novo índice passa a valer após a publicação da resolução e atinge consumidores em 234 municípios do interior paulista, incluindo Rio Preto e região.


O impacto será diferente conforme o perfil de consumo. Para clientes de baixa tensão, como residências, o reajuste será de 9,15%. Já para consumidores de alta tensão, como indústrias e grandes empresas, a elevação média chega a 18,75%.


O cálculo tarifário considera custos não gerenciáveis pelas distribuidoras, como compra de energia, transmissão e encargos setoriais. Neste ciclo, esses componentes pressionaram o índice, com destaque para encargos como CDE Uso, Proinfa e ESS/EER, além da atualização das receitas de transmissão e do custo de geração.


Parte da alta foi amenizada por fatores financeiros, como a devolução de créditos de PIS/Cofins e a quitação da Conta Escassez Hídrica. A chamada “Parcela B”, que reflete os custos operacionais da distribuidora, apresentou redução, influenciada pela variação negativa do IGP-M e pelo Fator X, mecanismo que compartilha ganhos de produtividade com o consumidor.


Mesmo com esses alívios, o reajuste ficou acima do ciclo anterior, quando houve queda média de 3,66% nas tarifas.


A CPFL Paulista atende cerca de 5,12 milhões de unidades consumidoras e integra o grupo CPFL Energia, controlado pela chinesa State Grid. No total, o grupo atende aproximadamente 10,7 milhões de clientes em quatro estados.


O aumento da energia elétrica deve pressionar a inflação nos próximos meses. O impacto ocorre tanto diretamente, no orçamento das famílias, quanto indiretamente, ao elevar custos de produção e serviços.

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