Lula defende energia limpa, critica guerra e alerta para impactos da IA no trabalho
- há 22 horas
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu neste domingo (19) a ampliação de uma matriz energética limpa e maior integração com a Europa para reduzir custos e descarbonizar a indústria.
O discurso foi feito na abertura da Hannover Messe, considerada a maior feira industrial do mundo, na Alemanha. Na ocasião, Lula também criticou os efeitos de conflitos internacionais, especialmente a guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que classificou como “maluquice”.
Segundo o presidente, o Brasil pode contribuir com a União Europeia ao oferecer energia mais limpa em seus processos produtivos. Ele defendeu que regras comerciais considerem as características da matriz energética de cada país.
Lula também fez críticas ao uso da inteligência artificial em contextos militares. Para ele, a tecnologia aumenta a produtividade, mas pode ser utilizada sem critérios legais ou morais na seleção de alvos em guerras.
No campo econômico, o presidente afirmou que o Brasil vive o menor nível de desemprego da história recente e voltou a defender o fim da escala 6x1, com a redução da jornada de trabalho para garantir dois dias de descanso semanal.
Ele alertou ainda para os impactos da automação sobre o mercado de trabalho. “Se a inteligência artificial causar o bem que queremos, é preciso lembrar que, por trás de cada invenção, há um ser humano. Sem trabalho, o mundo tende a piorar”, disse.
Ao abordar o cenário internacional, Lula destacou que conflitos no Oriente Médio provocam alta no preço do petróleo, encarecem energia e transporte e afetam a produção agrícola, principalmente pela escassez de fertilizantes.
O presidente também criticou o avanço do protecionismo e defendeu o fortalecimento do comércio internacional. Segundo ele, o acordo entre Mercosul e União Europeia deve criar um mercado de cerca de 720 milhões de pessoas, com impacto relevante na economia global.
Por fim, Lula reafirmou o compromisso brasileiro com metas ambientais, incluindo a redução do desmatamento e a busca por desmatamento zero na Amazônia até 2030.











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