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Outono aumenta risco de doenças respiratórias em crianças e especialistas reforçam prevenção

  • 6 de abr.
  • 2 min de leitura

Entre março e agosto, circulação de vírus respiratórios cresce e eleva atendimentos e internações pediátricas; vacinação, aleitamento e cuidados diários ajudam a reduzir complicações


Com a chegada do outono, cresce também a preocupação com o avanço das doenças respiratórias em crianças. Entre os meses de março e agosto, a circulação de vírus se intensifica e costuma provocar aumento no número de atendimentos, internações e complicações clínicas na faixa pediátrica.


O impacto é sentido dentro de casa e também nas unidades de saúde, que historicamente registram maior procura por atendimento neste período.


A Dra. Marcialí Gonçalves Fonseca Silva alerta para o aumento das doenças respiratórias em crianças com a chegada do outono e reforça a importância da prevenção, como vacinação e cuidados no dia a dia
A Dra. Marcialí Gonçalves Fonseca Silva alerta para o aumento das doenças respiratórias em crianças com a chegada do outono e reforça a importância da prevenção, como vacinação e cuidados no dia a dia

Segundo a professora doutora Marcialí Gonçalves Fonseca Silva, subchefe do Departamento de Pediatria e Cirurgia Pediátrica da Faculdade de Medicina de Rio Preto (FAMERP), a prevenção segue como a principal estratégia para reduzir os riscos.


“A sazonalidade das doenças respiratórias exige uma abordagem preventiva estruturada. A vacinação contra a gripe, associada a cuidados com a exposição a ambientes fechados e à manutenção de uma alimentação adequada, tem impacto direto na redução das infecções e de suas complicações”, afirma.


A especialista destaca que a imunização contra a influenza, oferecida anualmente pelo Ministério da Saúde, é uma das medidas mais eficazes para evitar a evolução de quadros graves, principalmente entre crianças menores, que estão mais vulneráveis.


Outro ponto considerado essencial é o fortalecimento da imunidade desde os primeiros meses de vida. Nesse cenário, o aleitamento materno tem papel decisivo.


“O leite materno é reconhecido como a primeira forma de proteção imunológica do bebê. Ele fornece anticorpos essenciais para o enfrentamento dos vírus que circulam com maior intensidade nesse período”, explica.


Além de reduzir o risco de agravamento dos casos, a prevenção também contribui para diminuir internações e aliviar os impactos emocionais e financeiros para as famílias e para o sistema público de saúde.


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