Projetos que levam universidade à comunidade são tema de congresso da Famerp
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A Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp) realiza nesta quinta (13) e sexta-feira (14) a primeira edição do EXTENSAÚDE, congresso voltado à discussão da extensão universitária na área da saúde. O encontro reúne mais de 400 estudantes, professores e profissionais de diferentes regiões do país.
A programação inclui palestras, mesas de debate, oficinas e apresentação de experiências desenvolvidas por universidades que atuam diretamente junto à população. Ao todo, mais de 70 projetos foram inscritos no evento, muitos deles ligados a ações de prevenção, educação em saúde e apoio a comunidades atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A abertura do congresso tem como destaque a palestra da empreendedora social Amanda Oliveira, fundadora da organização Nação Valquírias. Reconhecida por iniciativas de enfrentamento à pobreza feminina, ela apresenta a conferência “O corpo não mente: a pobreza gravada na pele”, que aborda os impactos sociais da vulnerabilidade e a importância de iniciativas comunitárias.
Na universidade pública brasileira, a extensão é considerada um dos três pilares da formação acadêmica, ao lado do ensino e da pesquisa. Diretrizes nacionais estabelecem que parte da carga horária dos cursos de graduação seja dedicada a atividades realizadas em contato direto com a sociedade.
Segundo a diretora-adjunta de Extensão da Famerp, professora Beatriz Barco Tavares Jontaz Irigoyen, a proposta do congresso é ampliar a visibilidade dessas iniciativas e estimular o intercâmbio de experiências entre instituições.
Entre os projetos apresentados estão ações desenvolvidas na própria Famerp, como o Grupo de Curativos, que acompanha pacientes com feridas complexas no Ambulatório de Especialidades do Hospital de Base, e o AFIRMASUS, voltado à inclusão de estudantes ingressantes por políticas de ações afirmativas em atividades de cuidado a populações vulneráveis.
Também integram a programação campanhas de conscientização organizadas por ligas acadêmicas e projetos criados pelos próprios alunos, como o “Eis-me Aqui”, que utiliza a palhaçoterapia para promover acolhimento e humanização em ambientes hospitalares.
A proposta do evento é fortalecer o diálogo entre universidades, profissionais da saúde e comunidade, além de estimular iniciativas que aproximem o conhecimento acadêmico das demandas reais da população.











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