Seguro fiança ganha espaço em contratos BTS e locações de alto valor em Rio Preto
- há 9 horas
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O avanço das locações no modelo build to suit (BTS) tem mudado a dinâmica do mercado imobiliário corporativo no país. Adotado por empresas dos setores de logística, varejo e saúde, o formato prevê imóveis construídos sob medida para atender demandas específicas de operação. Em contratos de longo prazo, que podem chegar a 20 anos e envolver cifras milionárias, cresce também a exigência por garantias mais robustas.
Nesse cenário, o seguro fiança locatícia passou a ocupar papel estratégico. Tradicionalmente ligado às locações residenciais, o produto ganhou força no mercado corporativo e hoje é apontado como peça importante em contratos BTS e em operações comerciais de grande porte.
No modelo, um investidor ou fundo imobiliário viabiliza a construção do imóvel para atender a uma empresa, que, em contrapartida, assume um compromisso de locação de longo prazo. O principal risco está justamente nesse horizonte estendido. Em caso de devolução antecipada do imóvel, as perdas podem ser significativas.
É nesse ponto que o seguro fiança se torna decisivo. A modalidade garante o pagamento de aluguéis e multas contratuais, além de proteger o investimento feito na implantação do empreendimento. Na prática, tornou-se uma ferramenta de segurança jurídica e financeira para operações imobiliárias de maior complexidade.
Os números acompanham esse movimento. O mercado de seguro fiança registrou forte expansão nos últimos anos, impulsionado pelo crescimento das locações corporativas e pela busca por mecanismos mais seguros de garantia. Ao mesmo tempo, o setor imobiliário vem sendo pressionado pela valorização dos galpões logísticos e pela redução da vacância em regiões estratégicas.
Com juros elevados, o BTS passou a ser uma alternativa para empresas que desejam expandir suas operações sem imobilizar capital em obras. Para investidores, porém, o risco de inadimplência ou rompimento contratual segue relevante, sobretudo em imóveis altamente personalizados, cuja recolocação no mercado tende a ser mais lenta.
Em um projeto de R$ 15 milhões, por exemplo, a devolução antecipada por parte do inquilino pode comprometer o retorno esperado e gerar impacto direto sobre o fluxo financeiro da operação. Com o seguro fiança, esse risco é reduzido, já que a cobertura pode incluir aluguéis, encargos e multas rescisórias até a reestruturação do contrato.
Para a corretora de seguros Rosi Dellatorre, que atua com seguro fiança em Rio Preto, a demanda pela modalidade já se tornou perceptível nas operações de maior porte.
“O seguro fiança passou a ser uma exigência em contratos maiores. Em operações BTS, ele garante previsibilidade financeira e reduz o risco de perda do investimento, principalmente em projetos de alto valor”, afirma.
Segundo ela, a tendência é de continuidade no crescimento da modalidade.
“Quando falamos de contratos longos e imóveis sob medida, o risco é maior. O seguro fiança entra para dar estabilidade e viabilizar a operação desde o início”, diz.
Para empresas em expansão e investidores do mercado imobiliário corporativo, o seguro fiança deixou de ser apenas uma alternativa. Em operações cada vez mais sofisticadas, passou a integrar a própria estrutura do negócio.











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