
Sono de qualidade é aliado essencial na prevenção de doenças do coração
- Dot Comunicação

- 25 de set. de 2025
- 2 min de leitura

Dormir bem é um dos pilares para manter a saúde do coração. No entanto, milhões de pessoas sofrem com noites mal dormidas devido à apneia obstrutiva do sono — distúrbio marcado pela interrupção repetida da respiração durante o descanso, geralmente associada ao ronco. O problema, muitas vezes negligenciado, pode trazer sérias consequências à saúde cardiovascular.
No mês em que se celebra o Dia Mundial do Coração, especialistas alertam: cuidar do sono é tão importante quanto manter uma alimentação equilibrada e praticar atividade física. “O sono é um aliado vital na prevenção de doenças cardíacas e precisa ser valorizado”, afirma o otorrinolaringologista Rubens Huber, da Otorrino Rio Preto.

Segundo ele, a associação entre apneia do sono e privação de sono é perigosa, já que ambas aumentam os riscos cardiovasculares. “Dormir menos de sete horas por noite pode favorecer o surgimento de hipertensão, diabetes e obesidade, ampliando a probabilidade de infarto e AVC”, explica.
O também otorrinolaringologista Adriano Reis, da mesma clínica, reforça que dormir menos de seis horas por noite eleva a chance de desenvolver hipertensão e diabetes tipo 2, doenças que impactam diretamente o coração.
Como identificar a apneia do sono
Os principais sinais do distúrbio incluem roncos intensos, pausas respiratórias observadas por terceiros, sonolência excessiva durante o dia, dores de cabeça matinais e dificuldade de concentração. O diagnóstico é confirmado por meio da avaliação clínica, exame físico e polissonografia, teste que registra o sono.
Entre os fatores de risco estão: obesidade, pescoço largo, queixo pequeno, língua ou amígdalas volumosas, sexo masculino e síndromes genéticas que alteram a anatomia craniofacial.
Tratamento e qualidade de vida
O tratamento é fundamental, principalmente para quem já tem doenças cardiovasculares. Os benefícios incluem a redução do ronco, maior disposição, menos interrupções do sono e diminuição de dores de cabeça.
As opções variam conforme o grau do distúrbio e vão desde mudanças de hábitos — como perda de peso, prática de exercícios e redução do consumo de álcool e tabaco — até o uso de aparelhos intraorais, CPAP (equipamento que mantém as vias respiratórias abertas) e, em casos selecionados, cirurgia.














Comentários