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Mirassol abre vacinção contra Chikungunya com pesquisa da FAMERP e FUNFARME

  • Foto do escritor: Dot Comunicação
    Dot Comunicação
  • há 1 hora
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Mirassol entrou para a história da saúde pública brasileira nesta segunda-feira (2) ao se tornar o primeiro município do país a iniciar a vacinação contra a chikungunya. O marco nacional só foi possível graças aos estudos científicos liderados pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), em parceria com a Fundação Faculdade Regional de Medicina (Funfarme), responsáveis por comprovar a segurança e a eficácia do imunizante.


Mais do que o início da imunização, a campanha simboliza o impacto direto da pesquisa científica na vida da população. Um exemplo emblemático foi o da enfermeira Maria do Rozário Drigo Fernandes, que atua no Centro de Saúde II (Postão), em Mirassol. Acostumada a aplicar vacinas diariamente, ela se emocionou ao se tornar a primeira brasileira a receber a dose contra a chikungunya.


O início da vacinação foi acompanhado pelo secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Dr. Eleuses Paiva, pela médica infectologista Profª Drª Cassia Estofolete, pesquisadora da Famerp e uma das coordenadoras do estudo, além de autoridades da área da saúde e representantes do poder público. Também estiveram presentes o Dr. José Moreira, diretor de Matéria Médica do Instituto Butantan, o diretor-executivo da Funfarme, Prof. Dr. Horácio Ramalho, e o diretor do DRS-XV, Dr. André Luciano Baitello.


A vacinação em Mirassol é resultado direto de um longo processo de pesquisa clínica, do qual a Famerp foi a única instituição de ensino superior participante. A faculdade esteve envolvida em todas as etapas do estudo, desde as fases iniciais até os ensaios clínicos mais avançados, consolidando a região como um polo estratégico de ciência e inovação em saúde.


Para o secretário estadual da Saúde, Dr. Eleuses Paiva, o protagonismo da Famerp reforça a relevância da instituição no cenário nacional.


“A Famerp é um polo de ciência extremamente importante, não só para a região noroeste, mas hoje é um motivo de orgulho para o nosso país.”


Segundo Paiva, a atuação da faculdade foi decisiva especialmente nos estudos de fase três realizados no Brasil.


“A Famerp foi extremamente importante para que pudéssemos avançar, avaliando diferentes faixas etárias e a resposta imunológica da população.”


De acordo com os resultados apresentados, 98,7% dos voluntários desenvolveram anticorpos neutralizantes, índice semelhante ao observado em estudos conduzidos na Europa.


O imunizante contra a chikungunya foi desenvolvido pela farmacêutica Valneva, em parceria com o Instituto Butantan, e aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril de 2025. A aplicação ocorre de forma estratégica em municípios considerados de maior risco epidemiológico. Ao todo, dez cidades de quatro estados foram selecionadas para esta primeira etapa, com Mirassol abrindo oficialmente a campanha nacional.


O município recebeu um primeiro lote de 2.400 doses e a expectativa é vacinar cerca de 37.500 pessoas. Desde esta segunda-feira, moradores com idade entre 18 e 59 anos podem receber a vacina gratuitamente nas unidades de saúde da cidade.


Durante o evento, o prefeito de Mirassol, Edson Antonio Ermenegildo, destacou a importância da ciência no enfrentamento das doenças.


“Sem ciência, só milagre”, afirmou.


Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e da Zika, a chikungunya tem apresentado crescimento expressivo no país. Dados do Ministério da Saúde indicam que, somente em 2024, foram registrados 263.502 casos e 246 óbitos no Brasil. Como não há tratamento antiviral específico, a vacinação é considerada hoje a principal estratégia de prevenção.


Imagem: Johnny Torres

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