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Tuberculose segue em alta no Brasil e acende alerta na saúde pública

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura
Profa. Dra. Cássia Estofolete, infectologista e professora da FAMERP
Profa. Dra. Cássia Estofolete, infectologista e professora da FAMERP

Com alerta reforçado por especialista da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, o Brasil registrou 85.936 novos casos de tuberculose em 2024, mantendo a doença entre os principais desafios da saúde pública no país. No mesmo período, foram contabilizadas 6.315 mortes, segundo dados preliminares.


Longe de ser um problema do passado, a tuberculose continua entre as doenças infecciosas mais letais do mundo. Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que 10,7 milhões de pessoas adoeceram globalmente em 2024, com cerca de 1,23 milhão de mortes. Apesar de uma leve queda na incidência, o ritmo ainda está distante das metas internacionais de eliminação da doença.


A infectologista da Famerp, Profa. Dra. Cássia Estofolete, explica que a tuberculose é causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis e atinge principalmente os pulmões. A transmissão ocorre pelo ar, por meio de tosse, espirros ou fala de pessoas infectadas.


Entre os principais sintomas estão tosse persistente por mais de três semanas, febre, suor noturno, cansaço, emagrecimento e dor no peito. Muitas vezes, o diagnóstico demora a acontecer, o que facilita a transmissão.


A doença também está diretamente ligada a fatores sociais e atinge com mais intensidade populações em situação de vulnerabilidade, como pessoas em situação de rua, privadas de liberdade, indígenas, imigrantes e pessoas vivendo com HIV.


Além do impacto na saúde, a tuberculose também pesa no bolso. A OMS estima que quase metade das famílias afetadas enfrentam custos elevados, que podem ultrapassar 20% da renda anual.


Apesar do cenário preocupante, o Brasil apresenta avanços no enfrentamento. Cerca de 89% dos casos foram diagnosticados e notificados em 2024, com ampliação do acesso a exames rápidos e aumento no tratamento preventivo.


O Ministério da Saúde também destinou R$ 100 milhões para fortalecer ações de prevenção, diagnóstico e controle da doença, com foco na atenção básica e no acompanhamento de pacientes.


Foto: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

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