Alta complexidade avança em SP e reforça atendimento regional com Tabela SUS Paulista
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O número de internações de alta complexidade cresceu 37,9% no Estado de São Paulo entre 2022 e 2025, em um avanço atribuído à ampliação dos repasses promovidos pela Tabela SUS Paulista. Criada pelo Governo de São Paulo para corrigir a defasagem histórica da tabela federal do SUS, a iniciativa já destinou R$ 9 bilhões à saúde estadual em dois anos e ajudou a ampliar a capacidade de atendimento em hospitais públicos e filantrópicos.
O impacto aparece diretamente na rotina dos pacientes. Um dos procedimentos viabilizados pelo programa foi a cirurgia urológica de correção de bexiga realizada pela aposentada Roseli Pires Ferreira, de 62 anos, no Conderg Hospital Regional de Divinolândia. Segundo ela, a possibilidade de operar perto de casa fez diferença depois de anos de espera.
“É muito importante para a população. Aqui ficou ótimo. Às vezes me mandavam para fora, o que era muito difícil. É muito melhor operar perto de casa”, afirmou.
O caso integra um cenário mais amplo de expansão da assistência em São Paulo. Somente em 2025, o Estado registrou 1,3 milhão de cirurgias eletivas, número recorde e 85,7% superior ao de 2022. Desde 2023, foram realizados 3,5 milhões de procedimentos.
Com o reforço financeiro, hospitais que antes enfrentavam dificuldades para manter a oferta de cirurgias conseguiram reduzir filas e ampliar atendimentos. No Hospital Regional de Divinolândia, que atende 16 municípios, os recursos extras permitiram acelerar procedimentos represados.
“Tínhamos uma dificuldade com a lista de espera, porque o recurso era muito apertado. Com a Tabela SUS Paulista, a gente conseguiu tirar vários pacientes da lista. Todo recurso foi convertido no aumento de procedimentos”, explicou a superintendente da unidade, Cristiane Trevisam.
De acordo com o governo estadual, a Tabela SUS Paulista passou a garantir remuneração mais adequada para cirurgias e internações, reduzindo o prejuízo das instituições ao atender pacientes do SUS. Com isso, o Estado também conseguiu abrir ou reativar mais de 8 mil leitos.
Para regiões que concentram polos de saúde no interior, como São José do Rio Preto e municípios do entorno, a ampliação dos repasses estaduais reforça a importância da rede pública e conveniada no atendimento de média e alta complexidade, além de ajudar a desafogar filas e manter pacientes mais próximos de suas cidades e famílias.











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