Baixa umidade coloca saúde respiratória em alerta em Rio Preto
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Rio Preto e cidades da região enfrentam nesta quinta-feira (20) um cenário de baixa umidade do ar, condição típica desta época do ano e que exige atenção principalmente de quem sofre com doenças respiratórias.
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu aviso de perigo para a região, com previsão de umidade relativa do ar entre 20% e 12%. Além de elevar o risco de incêndios, o tempo seco pode provocar ressecamento da pele e desconforto nos olhos, boca, nariz e garganta.
Nas vias respiratórias, os efeitos aparecem principalmente pelo ressecamento das mucosas. Ardência, sensação de nariz entupido, formação de crostas e até sangramentos podem se tornar mais frequentes. Pessoas com rinite, sinusite ou outros problemas respiratórios também podem perceber uma piora dos sintomas.
Segundo o otorrinolaringologista Rubens Huber, o nariz é uma das principais estruturas de proteção das vias respiratórias e sente diretamente os efeitos da queda da umidade.
“Quando o ar está muito seco, a mucosa nasal perde parte da sua umidade natural e pode ficar irritada e mais sensível. O paciente pode apresentar ardência, sensação de nariz entupido, formação de crostas e sangramento”, afirma.
O tempo seco também afeta garganta e laringe. Rouquidão, pigarro, tosse seca e desconforto ao falar podem surgir ou se intensificar, sobretudo entre profissionais que usam a voz durante boa parte do dia.
A recomendação é reforçar a ingestão de água e evitar ambientes excessivamente secos. A higiene nasal com solução fisiológica também pode ajudar a manter a mucosa hidratada.
O otorrinolaringologista Rael Lucas Matimoto alerta, porém, para os riscos da automedicação, principalmente com descongestionantes nasais.
“Manter uma boa hidratação, evitar ambientes excessivamente secos e cuidar da higiene nasal são medidas importantes. É preciso evitar qualquer produto ou medicamento por conta própria, principalmente descongestionantes”, orienta.
A baixa umidade também favorece a permanência de poeira e outras partículas suspensas no ambiente, o que pode agravar quadros alérgicos. Manter a casa limpa, reduzir o acúmulo de poeira e evitar exposição à fumaça estão entre os cuidados recomendados.
Sangramentos nasais recorrentes, obstrução persistente, dor ou pressão no rosto, secreção nasal prolongada, tosse que não melhora, rouquidão persistente e dificuldade para respirar são sinais de que é necessário buscar avaliação médica.
“O tempo seco pode explicar parte dos sintomas, mas não devemos atribuir tudo ao clima. Quando os sintomas são persistentes ou recorrentes, é importante investigar se existe alguma condição que precise de tratamento específico”, afirma Matimoto.











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