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Número de eleitores com deficiência cresce 42% e chega a quase 2 milhões no Brasil

  • há 1 hora
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As eleições de 2026 terão o maior número de eleitores com deficiência já registrado pela Justiça Eleitoral. Dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que 1.970.165 pessoas com deficiência estão aptas a votar neste ano.


O número representa crescimento de 42% em relação às eleições de 2022, quando 1.381.348 eleitores com deficiência estavam cadastrados.


A estrutura de acessibilidade também foi ampliada. Segundo os dados apresentados, o número de seções eleitorais principais adaptadas passou de 156.296, em 2022, para 220.110 neste ano, avanço de aproximadamente 43%.


Entre os eleitores cadastrados estão 617.996 pessoas com deficiência de locomoção, 319.489 com deficiência visual e 182.341 com deficiência auditiva. Outros tipos de deficiência somam 994.472 eleitores.


Para o especialista em saúde e direito da pessoa com deficiência Marcelo Lavezo, ampliar a acessibilidade é fundamental para garantir o exercício efetivo do voto.


“A acessibilidade nas eleições nunca deve ser vista como um favor, mas como condição essencial para o pleno exercício da cidadania”, afirma.


Entre as medidas previstas para as eleições deste ano está o Programa Seu Voto Importa, regulamentado pela Resolução nº 23.753/2026. A iniciativa prevê transporte individual gratuito para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida que não tenham meios próprios para chegar ao local de votação.


Segundo Lavezo, a medida ajuda a transformar em prática um direito já garantido pela legislação.


“Somente a letra da lei para assegurar à pessoa com deficiência o direito ao voto é pouco. É necessário remover as barreiras que impedem o exercício do voto”, destaca.


O programa também prevê, em determinadas situações, a possibilidade de transporte de acompanhante quando a presença dessa pessoa for indispensável.


Dados do Censo 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que o Brasil tinha 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o equivalente a 7,3% da população com dois anos ou mais.


Os Tribunais Regionais Eleitorais e as zonas eleitorais realizam vistorias periódicas nos locais de votação para identificar necessidades de adaptação e atualizar as condições de acessibilidade.


Para Lavezo, o avanço dos números precisa ser acompanhado de medidas práticas.


“O desafio agora será garantir informação, estrutura e efetividade para que esse direito chegue justamente às pessoas que mais precisam dele”, conclui.

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