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Funfarme reúne 102 municípios para traçar estratégia regional contra a dengue após alta de 38% nos casos

  • há 9 minutos
  • 2 min de leitura

A Funfarme reuniu representantes de 102 municípios do noroeste paulista no II Fórum Regional de Enfrentamento da Dengue, em meio ao avanço expressivo da doença registrado em 2025. O encontro teve como foco alinhar protocolos clínicos, fortalecer a vigilância epidemiológica e preparar a rede pública para novos picos de casos.


Dados consolidados pelo complexo hospitalar apontam que os casos confirmados saltaram de 4.218, em 2024, para 5.833 em 2025 — aumento de 38%. O crescimento pressionou unidades de pronto atendimento e exigiu medidas emergenciais da Prefeitura, que contratou 40 leitos exclusivos no Hospital de Base, sendo dez de UTI, para absorver pacientes em estado grave.


Segundo o diretor executivo da Funfarme, Horácio Ramalho, o fórum buscou integrar prática clínica e evidências científicas. Ele afirmou que, embora o número de casos esteja mais controlado neste início de ano, o cenário exige vigilância permanente. Também mencionou a expectativa pela futura disponibilização da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, prevista para distribuição gradual.


A médica Maria Lúcia Machado Salomão destacou que o período de chuvas e as mudanças climáticas favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti, reforçando a necessidade de ações preventivas contínuas. O secretário municipal de Saúde, Rubem Bottas, afirmou que a integração entre municípios é decisiva para evitar novo colapso no sistema.


A programação incluiu debates sobre vacinação, diagnóstico precoce e manejo clínico, além da apresentação de experiências de cidades como Tanabi e Mendonça. O foco, segundo os organizadores, é proteger grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com comorbidades, diante da circulação simultânea dos quatro sorotipos da dengue e da chikungunya.


O fórum consolida a articulação regional como principal estratégia para enfrentar as arboviroses e reduzir o impacto sobre a rede pública de saúde.


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