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Hospital de Base de Rio Preto cria centro inédito no país e realiza transplante com tecnologia pioneira no SUS

  • há 20 horas
  • 2 min de leitura

Unidade implanta máquina que mantém fígado em funcionamento fora do corpo e amplia chances de transplante no Brasil


O Hospital de Base de São José do Rio Preto instituiu o primeiro Centro de Manutenção de Órgãos do Brasil e realizou o primeiro transplante de fígado pelo SUS com uso de tecnologia de perfusão hepática.


A iniciativa marca um avanço inédito na medicina pública brasileira e pode ampliar o número de transplantes no país. O procedimento foi realizado com a máquina Liver Assist, desenvolvida pela empresa sueca XVivo, capaz de manter o órgão em funcionamento fora do corpo humano.


O primeiro paciente beneficiado foi o analista de sistemas Rodolfo Aparecido Chicone, de 39 anos, morador de Araraquara. Ele permanece internado em estado estável na UTI.


tecnologia amplia tempo e segurança


Diferentemente do método tradicional, em que o fígado é preservado em gelo por até 14 horas, a nova tecnologia permite manter o órgão viável por até 24 horas em condições próximas às fisiológicas.


Durante o procedimento realizado em Rio Preto, o fígado permaneceu por 4h35 em perfusão contínua, recebendo oxigênio e nutrientes, antes do transplante.


Na prática, a máquina controla parâmetros como temperatura, fluxo e oxigenação, permitindo não apenas preservar, mas também avaliar e até recuperar órgãos que antes seriam descartados.


Segundo o cirurgião Renato Ferreira da Silva, chefe da unidade de transplante hepático, a tecnologia representa um novo patamar de segurança.

“Conseguimos avaliar melhor a viabilidade do órgão, reduzir riscos e ampliar o número de fígados aproveitados”, afirma.


impacto direto na fila de espera


O projeto é financiado pela Funfarme e voltado integralmente aos pacientes do SUS.


A expectativa é que a tecnologia contribua para reduzir a fila de espera por transplantes no país. Em uma segunda etapa, o centro também deve incorporar equipamentos para preservação de rins.


“O objetivo é oferecer melhores desfechos clínicos e salvar mais vidas”, afirma o médico Mario Abbud Filho, diretor do centro de transplantes.


referência nacional


O complexo formado pelo Hospital de Base e pela FAMERP é um dos principais polos transplantadores do Brasil.


Desde 1990, já foram realizados mais de 5.800 transplantes de órgãos e tecidos, incluindo fígado, rins, coração, pulmão e medula óssea.


A estrutura inclui ainda o Centro Integrado de Transplantes (Cintrans) e a Organização de Procura de Órgãos (OPO), responsável por índices de captação acima da média nacional.


Hoje, a região atendida pelo hospital registra até 56 doadores por milhão de habitantes — mais que o dobro da média brasileira.


doação pode salvar dezenas de vidas


De acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, um único doador pode beneficiar até 10 pessoas com órgãos e mais de 50 com tecidos.


O novo centro consolida Rio Preto como referência nacional em transplantes e coloca o SUS na linha de frente da inovação médica no país.

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