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PF pede suspeição de Toffoli em inquérito sobre fraudes no Banco Master

  • há 18 horas
  • 2 min de leitura
Presidente do STF, Edson Fachin, abre processo interno após menção ao nome do ministro em mensagem apreendida pela Polícia Federal.
Presidente do STF, Edson Fachin, abre processo interno após menção ao nome do ministro em mensagem apreendida pela Polícia Federal.

A Polícia Federal solicitou ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, a declaração de suspeição do ministro Dias Toffoli na relatoria do inquérito que investiga fraudes no Banco Master, instituição que entrou em liquidação pelo Banco Central.


O pedido foi protocolado na segunda-feira (9), após a PF informar a Fachin que encontrou uma menção ao nome de Toffoli em mensagens armazenadas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e investigado no caso. O aparelho foi apreendido durante operação de busca e apreensão. O teor da mensagem está sob segredo de Justiça.


Diante da comunicação, Fachin instaurou procedimento interno e determinou a notificação de Toffoli para que apresente defesa. Caberá ao presidente do STF decidir se o ministro permanecerá como relator da investigação.


Questionamentos anteriores

No mês passado, Toffoli passou a ser alvo de críticas por manter a relatoria após reportagens apontarem que a PF identificou possíveis irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. O fundo adquiriu participação no resort Tayayá, no Paraná, empreendimento que pertencia a familiares do ministro.


Defesa do ministro

Em nota, o gabinete de Toffoli afirmou que a Polícia Federal não tem legitimidade para requerer sua suspeição, por não ser parte no processo, conforme o artigo 145 do Código de Processo Civil. A manifestação classificou o pedido como baseado em “ilações” e informou que a resposta será apresentada diretamente ao presidente da Corte.


Operação Compliance Zero

As investigações ganharam força em novembro de 2025, quando Vorcaro e outros investigados foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. A apuração mira a concessão de créditos supostamente falsos pelo Banco Master, além da tentativa de venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB), banco público vinculado ao governo do Distrito Federal.


Segundo a PF, o volume estimado das fraudes pode chegar a R$ 17 bilhões.

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