Picadas de escorpião aumentam no verão e acendem alerta para casos em crianças
- há 10 horas
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O aumento das temperaturas e das chuvas no verão tem ampliado o número de acidentes com escorpiões em áreas urbanas. Mais ativos nesse período, os animais deixam esconderijos como redes de esgoto, entulhos e locais com lixo acumulado, o que eleva o risco de contato dentro das residências. Crianças estão entre as principais vítimas e exigem atenção redobrada.
Segundo a pediatra Gabriela Marcatto, os quadros em pacientes infantis tendem a ser mais graves devido ao menor peso corporal. “O veneno age de forma mais intensa na criança. Uma picada que pode ser considerada leve em um adulto pode evoluir rapidamente para um quadro moderado ou grave em uma criança”, afirma.
Dados do Ministério da Saúde indicam crescimento contínuo dos acidentes com escorpiões no país nos últimos anos. A espécie mais comum e considerada mais perigosa é o Tityus serrulatus, conhecido como escorpião-amarelo, responsável pela maioria dos casos graves.
A dor no local da picada costuma ser imediata. Em crianças pequenas, podem surgir também vômitos, sudorese intensa, palidez, agitação e alterações cardíacas. “Esses sinais indicam necessidade de atendimento urgente”, alerta a médica.
Em caso de acidente, a orientação é levar a criança imediatamente a um serviço de saúde. Lavar o local com água e sabão é recomendado, mas não deve atrasar a ida ao hospital. Procedimentos caseiros, como torniquetes ou aplicação de substâncias no ferimento, não são indicados.
O soro antiescorpiônico está disponível em hospitais de referência e unidades de pronto atendimento. A orientação das autoridades de saúde é que crianças sejam encaminhadas diretamente a serviços preparados para aplicação do soro, garantindo maior agilidade no atendimento.
A prevenção, segundo a pediatra, ainda é a principal estratégia. Manter quintais limpos, evitar acúmulo de entulho, vedar frestas, instalar telas em ralos e revisar roupas e calçados antes de usá-los são medidas recomendadas. O uso de pesticidas não é indicado, pois pode dispersar os escorpiões e aumentar o risco de acidentes.
“Quando falamos de crianças, o tempo é decisivo. Procurar ajuda médica rapidamente pode salvar vidas”, afirma Gabriela Marcatto.















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