Prefeitura de Rio Preto contrata Fipe para estudar PPP em escolas; proposta prevê foco exclusivo na infraestrutura
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A Prefeitura de São José do Rio Preto iniciou a estruturação de uma Parceria Público-Privada (PPP) para modernizar a infraestrutura das escolas municipais. Foi publicado no Diário Oficial do Município o despacho de dispensa e ratificação que formaliza a contratação da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), responsável por elaborar os estudos de modelagem e viabilidade técnico-econômica do projeto.
O contrato tem valor de R$ 702 mil e prazo de 15 meses. A partir dos estudos, a administração municipal pretende avaliar a viabilidade jurídica, financeira e de engenharia de uma eventual concessão voltada exclusivamente à estrutura física das unidades de ensino.
Segundo a prefeitura, o escopo não inclui mudanças no currículo, na gestão pedagógica ou na atuação de professores. A responsabilidade pelo conteúdo educacional e pela administração das escolas permanecerá sob controle do município.
“O ensino continua 100% público. Professores, currículo e gestão pedagógica seguem sob responsabilidade da Prefeitura. O que estamos estudando é uma solução moderna para garantir infraestrutura de qualidade permanente nas escolas”, afirmou o prefeito Coronel Fábio Candido.
A meta da gestão é reformar todas as unidades e instalar ar-condicionado em 100% das salas de aula. Para a secretária municipal de Educação, Rosicler Quartieri, a melhoria das condições físicas impacta diretamente o ambiente de aprendizagem. “Não se trata de luxo, mas de dignidade. Um ambiente adequado favorece a concentração e o bem-estar dos alunos”, disse.
No modelo de PPP em estudo, o poder público define padrões de desempenho e metas de qualidade, enquanto o parceiro privado executa obras e assume a manutenção contínua ao longo do contrato. O pagamento fica condicionado ao cumprimento dos indicadores estabelecidos.
A prefeitura argumenta que o atual sistema de manutenção é, em muitos casos, reativo e emergencial. Com a parceria, a manutenção passaria a ser permanente e contratualmente garantida.
Somente após a conclusão dos estudos será possível definir cronograma, formato da licitação e eventuais etapas seguintes do projeto.















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